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Café uma riqueza em extinção |
O Café é por excelência um riqueza, que durante a administração colonial portuguesa contribuiu substancialmente para o desenvolvimento da então província de Angola. A província do Uíge, situada no norte do país, com uma extensão de 58.698 km2 foi a principal produtora e, nos últimos anos, antes da independência nacional, contribuía com cerca de 30 por cento no orçamento da administração colonial.
No entanto, a criação de empresas territoriais depois da independência deu novo impulso para a produção do café, que começou a decair nos anos 86 com o agravamento do conflito armado a nível do país.
Hoje, a produção do café na província do Uíge corre risco de extinção, a julgar pelo derrube sistemático de grandes fazendas cafeícolas em substituição de outras culturas de rápido rendimento, nomeadamente mandioqueiras, bananeiras, e feijoeiros. "Não temos moral para relançar a produção do café, porque ninguém nos apoia", disse um agricultor em declarações ao Folha 8.
O produtor alega que a produção de café exige recursos financeiros avultados para garantir uma boa colheita. "Optamos agora por produzir o nosso milho, mandioca, feijão, ....batata, banana e abacaxi. São produtos que nos dão algum dinheiro a qualquer hora", acrescentou o agricultor.
Nas grandes fazendas, como a de Pumba Loji, Candande Loé, São Jorge, Congo agrícola....Songo II Maonde, que antes numa colheita rendiam mais de 10 mil toneladas de café mabuba (café com casca), hoje a produção não passa 150 toneladas. "É uma pena os estados que se encontram hoje as grandes fazendas de café que ergueram muitas infra-estruturas em Angola. Será que o nosso Governo não tem recursos para ajudar os agricultores interessados no fomento desta riqueza?", interrogou-se o ancião Lucas Pedro, do município do Songo, 40 quilómetros a norte da cidade do Uíge.
O ancião ainda produz o café apesar da falta de instrumentos de trabalho e recorda que "os colonos apesar de nos explorarem, valorizavam o agricultor", concluiu.
Comentários
Anónimo
O comentador anónimo do Porto tem toda a razão. Para manter uma roça de café é
preciso capital e mão de obra caso contrário não dá nada. Angola foi um dos maiores
exportadores de café e agora? Compram café ao exterior?
Façam o mesmo que os brancos fizeram. Trabalhem!
ANÓNIMO DO PORTO
Sr. ARNALDO que fez o comentário do sr. LOBITANGA, não deve ter conhecido certamente
Angola até 1975. Deve ser um dos tais a quem lhe foi lavado o cérebro pelas teorias de
Marx e Lenine. Os factos q descreve o Lobitanga, são reais porque vivi e senti-os como
Angolano q foi escorraçado da sua Pátria. Os meus pais são portugueses, deixaram para
trás 40 anos de trabalho nessa terra e, dizer q eles foram racistas ou exploradores, é
um insulto que não admito a qualquer play boy. Racista é o sr. q, desconhecendo a
verdade histórica, está sempre com o "aguilhão" afiado para os portugueses.
Sabe que mais? Nem todas as vozes chegam ao céu e, se tem dúvida sobre a realidade do q
foi Angola antes e depois de 1975, consulte um cota de Angola na faixa etária dos 55 anos
de idade, não precisa mais e, ele irá ilucidá-lo...Como não tenho papas na língua,
deixo-lhe um conselho se quiser: Não seja tão HOSTIL nem RACISTA para com os portugueses
e angolanos brancos, porque estes, na realidade nunca o foram... Deixe-se de fantasmas e
complexos de inferioridade porque Angola precisa de angolanos mais inteligentes e
sensatos!.
Arnaldo
O Lobitanga deve ter muito cuidado quando escreve sobre Angola. Angola pode ter sido
muito boa no tempo colonial, mas ela era boa somente para voces os colonos e respectivos
filhos. As casas bonitas que construiram com o dinheiro ganho a partir das nossas riquezas
soh serviam para voces lah morarem. Portanto nao venha cah com esta conversa fiada. O
actual Governo pode nao estar a trabalhar bem, mas a culpa nao eh soh deste Governo. A
culpa eh tambem e principalmente da comunidade internacional que permitiu que paises como
os Estados Unidos e a Russia alimentassem-nos de armas para nos auto-destruirmos. E nesta
tramoia o seu pais, que soh pode ser Portugal, nao ficou atras. Eh preferivel que seja um
angolano a roubar, embora possas ter a certeza de nos proprios os angolanos trataremos dos
corruptos mais cedo ou mais tarde, do que ser um portugues ou americano, em suma, um
estrangeiro, a roubar. Portanto, eh verdade sim que estamos a sofrer, mas independentes, e
nao mais como escravos de brancos vindos de fora sem alguma vez terem sido convidados.
Abaixo o colonialismo. O colonialismo portugues era colonialismo e, como tal, racista.
Aqui nao ha mais racistas ou menos racistas. Ha racistas, e os portugueses quando estavam
em Angola antes da independencia discriminavam os pretos. Chama-se a isso racismo e ponto
final.
Lobitanga
Angola em 1974 era um país belo, rico em minerais, agricultura, gado, o turismo
começava a crescer, havia hospitais, estradas, escolas, segurança o povo estava bem
alimentado, tinha saúde, esperança, tinha fé, em suma Angola era um país em franco
desenvolvimento, se se tivesse continuado a trabalhar naquele ritmo hoje Angola era uma
das nações mais poderosas de África senão do Mundo, mas como a seguir a 1975 muitos
intelectuais e vendidos aos Russos e Cubanos (mais recentemente aos Chineses) acharam que
os Russos, Cubanos e demais países Comunistas com a ajuda dos E.U.A., Inglaterra,
França, Holanda, Suécia (que sempre tiveram inveja e ódio dos Portugueses, que são o
povo menos racista do mundo e que deixaram obra feita por onde passaram) faziam melhor e
sabiam mais que os Portugueses destruiram tudo, abandonando as roças de café que davam e
dão muito trabalho, para produzir outros produtos que a nível de rentabilidade eram
inferiores ao café, mas mesmo esses produtos foram abandonados porque não se
rentabilizavam sosinhos. O governo Angolano e muitos Angolanos que arrepiem caminho, que
façam mea culpa e deêm ajuda monetária a quem queira recomeçar a produzir café ,cana
de açucar, sizal e outros. Nos primeiros tempos e dependendo do produto agricula a ajuda
devia de ser a fundo perdido para se lançarem os alicerce, mais tarde a ajuda seria com
emprestimos bancários com juros bonificados, mas sempre com supervisão de uma entidade
(Ministério da Agricultura) não corrupta para supervisionar se os apoios e ajudas
prestadas estavam a ser investidos para aquilo que tinham sido propostos. Se tal suceder
Angola será de novo um país exemplo para Africa e Mundo.
(...)